Nascido em A 18 de outubro de 1875, no Catete – RJ , sua vocação para o mar surgiu desde cedo e fez dele um patriota extremado. Demonstrou esse amor, exaltando e honrando a Marinha de Guerra do Brasil, instituição com a qual estreitou laços ao tornar-se aluno da Escola Naval.Nela o aluno exemplar pôde empenhar toda a sua dedicação e expressar a admiração incondicional que tinha pelo então Diretor, o Almirante Saldanha da Gama, ao lado de quem permaneceu durante todos os atribulados dias da Revolta da Armada, em 1893, e que constituiu-se no “batismo de fogo” do jovem Frederico.
A folha de serviços prestados pelo Almirante Frederico Villar foi extensa, dentro e fora do país. Em 1899 esteve na França assistindo à construção do Cruzador Floriano,. sendo em seguida mandado em missão especial á Itália, Portugal, Inglaterra e Alemanha. Em Pernambuco, comandou a Escola de Aprendizes Marinheiros de 1903 a 1905.
Com a primeira Grande Guerra, participou Frederico Villar das operações da Marinha do Brasil contra a Alemanha sendo promovido por merecimento ao posto de Capitão de Corveta. Como Comandante do Cruzador Timbira, prendeu em águas de Pernambuco o vapor alemão Gladstone.
Destacou-se ainda como Comandante do Cruzador José Bonifácio fazendo parte, como Chefe do Serviço de Pesca e Saneamento do Litoral, entre 1919 e 1923, quando fundou 800 colônias de pescadores brasileiros natos.
Trabalhou arduamente pela nacionalização da pesca em nosso litoral, criando também cerca de 1.200 escolas nas quais chegaram a ser matriculados 100.257 pescadores. Recebeu por essa obra grande elogio do Senado Federal, por proposta do então Senador Alfredo Ellis.
Após servir com o Capitão dos Portos do Estado do Pará, foi promovido ,por merecimento, ao posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra. Exerceu o comando da Frota de Contra Torpedeiros e ,entre 1926 e 1929, foi Adido Naval junto à Embaixada do Brasil em Washington.
Quando sobreveio a Revolução de 1930 era chefe do Estado Maior da Armada e ,a pedido, passou a Reserva. Foi reformado no posto de Contra- Almirante.
Ao longo da carreira, o militar recebeu inúmeras condecorações, entre elas a da Ordem de Aviz (1901), a Comenda da Ordem do Mérito Naval, Mérito Tamandaré, Mérito Santos Dumont, Medalha da Vitória, Ordem da Coroa da Bélgica, Ordem do Sol Nascente do Japão, Medalha Humanitária Alemã ; Medalha de Rio Branco e a Medalha de Ouro, esta por mais de 30 anos de exemplar serviço.
Deixou diversas páginas escritas em revistas e boletins, além de livros como: Manual do patrão da Pesca , Vida e Glória de Tamandaré e A missão do Cruzador José Bonifácio. .Foi membro do Instituto de História e Geografia Militar do Brasil e do Instituto Oceanográfico Brasileiro. Por sua atuação no Litoral brasileiro, seu nome foi dado à Escola Praiana do Arraial do Cabo, no Estado do Rio de Janeiro, primeiro nome do C.E. Almirante Frederico Villar como instituição de ensino oficialmente reconhecida.














